27 de maio de 2013

[Garota Tempestade]E você, já fez o quadradinho?


Postado por Carol Guimarães


Quem não conhece o “quadradinho de oito”, que atire a primeira pedra! Ops, acho que errei na introdução, que tal: “Quem nunca julgou o quadradinho de oito, que atire a primeira pedra”. Pois é sociedade, como já escrevi antes, vivemos no mundo da liberdade de expressão, e cada um tem as suas opiniões. Mas até que ponto nós somos ignorantes?

O grupo se chama Bonde das maravilhas, e contém cinco integrantes, ou melhor, cinco garotas (Kathy com 20 anos, Thayssa com 15 anos, Rafaela com 16 anos, Karol tem 17 e Renatinha que tem 13 anos). Estas que moram no Rio de Janeiro, e decidiram gravar vídeos, como tantas outras pessoas gravam, e colocaram na internet. Sucesso na lata! E como todas as pessoas que se expõem, elas foram/é alvo de críticas. Sejam críticas construtivas, e sejam, no popular, as desmoralizações! O engraçado é que as polêmicas não foram criadas pelo fato da dança, pelo contorcionismo, mas sim pelo fato das garotas serem bonitas, negras, que moram na periferia cantando, dançando e fazendo sucesso! É uma dança diferente, e que deixa claro a exposição do corpo. Porém como podemos julgar elas, se essa exposição foi criada a tanto tempo atrás? Ou elas foram as primeiras? Acho que é onde entra nossa ignorância! Podemos lembrar de tantos outros grupos que usaram a imagem do corpo, e nem por isso saímos julgando. E o que falar do pagode baiano? Onde as mulheres se prestam a dançar músicas com letras do tipo: “Quando eu chego na boate, ela se excita, levanta a garrafa de uísque e a perereca dela pisca”. Tudo normal, não é? Nada contra, e que os baianos me perdoem, afinal, as letras desvalorizando as mulheres não ficam somente por conta deles. Pelo que percebo a sociedade insiste em julgar por ritmos, gostam mesmo de falar do funk. Sim, as meninas do Bonde das maravilhas colocaram letras sensuais e dançam de forma explicita. Porém, não são as primeiras! Que tal voltar um pouco no tempo, e julgar a cada um deles. Ou vocês acham que as dançarinas do É o tchan dançavam de forma sutil? Cada um com sua opinião, só precisamos aprender um pouco de história, ou parar pra rever alguns grupos que fizeram sucesso a algum tempo atrás. Quando estivermos entendidos, podemos sim falar! Falar, e não julgar.

 Ter uma opinião é uma coisa, ser ignorante é outra! A sociedade precisa aprender que cada um tem um gosto, e nesse caso, um gosto musical. 
E você, já fez o quadradinho de oito?

Texto produzido pela colunista: Luyne Matos

2 comentários:

  1. Meu Deus!A cada dia eu me surpreendo mais com os seus assuntos polêmicos Luyne! Está de parabéns pelo texto *.*

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  2. Não gosto de funk, acho as letras super desmoralizadoras e blablablá. Pra que falar explicitamente assim? O funk vende o sexo como um produto, nunca é amor. Sou do time que critica e não mudo de opinião quanto a isso. Cada um faz o que quiser da vida, mesmo que seja ficar rebolando com a bunda pro alto. A minha parte na sociedade eu faço, agora os outros, problema deles se escolheram fazer isso.

    Beijos,

    Caroline, do Criticando por Aí.

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